Atenção: "Mel" e "Puã" estão em Cabedelo e Lucena e pesquisadores pedem colaboração para protegê-los

Os peixes-bois-marinhos reintroduzidos "Mel" e "Puã" se deslocaram do estuário da Barra do Rio Mamanguape e estão frequentando o litoral das cidades de Cabedelo e Lucena, na Paraíba. Os animais têm sido vistos em praias e estuários da região e há registros frequentes de pessoas que tentam interagir de forma equivocada com eles, principalmente durante fins de semana, feriados e férias, quando o litoral recebe um maior número de visitantes. A equipe do Projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho - realizado pela ONG Fundação Mamíferos Aquáticos em parceria com a Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental - monitora os animais e pede a colaboração de todos (moradores, pescadores, banhistas, turistas) para protegê-los seguindo e retransmitindo as orientações sobre o que fazer e o que não fazer ao encontrar um peixe-boi-marinho em ambiente natural (mar, praias, rios, manguezais e estuários). A primeira orientação é manter distância, respeitando o espaço dos animais, e apenas admirá-los de longe. 

Alguns peixes-bois reintroduzidos tendem a se aproximar com mais facilidade dos seres humanos, porque de alguma forma associam de modo positivo a imagem das pessoas. Mas, para o bem dos animais, o melhor a fazer é se afastar e apenas admirá-los de longe.  Ao encontrar um peixe-boi marinho, não se deve tocar, nem alimentar, nem fornecer bebida. 

"A aproximação, o toque e a oferta de alimentos podem causar uma dependência desses animais a estas ocasiões e trazer dificuldades para a adaptação deles à vida livre. Além disso, existem doenças que podem ser veiculadas nestes contatos, entre as pessoas e os peixes-bois. Os peixes-bois são herbívoros, alimentam-se de vegetação aquática presente no mar, no mangue e nos estuários. Os alimentos ofertados pelos humanos não fazem parte da sua dieta. Os peixes-bois também encontram água doce para beber em seu ambiente natural, nos estuários e rios, não precisa oferecer bebida a eles.  Ademais, determinadas tentativas de interação podem importunar e ou machucar os animais", explica o Prof. Dr. João Carlos Gomes Borges, médico veterinário, pesquisador e coordenador do Projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho

No litoral de Cabedelo e Lucena, é comum o tráfego de embarcações motorizadas (barcos, lanchas, jet skis e afins) e aí é preciso que os seus condutores redobrem a atenção com relação à presença dos peixes-bois-marinhos:  Antes de acionar o motor, olhe ao redor, verifique se tem peixe-boi próximo. Só ligue o motor se tiver certeza de que o animal não está por perto. A hélice em movimento pode ferir e matar o animal; Se estiver navegando e avistar o animal nas proximidades, reduza a velocidade e desligue o motor para evitar colisões e atropelamentos. 

Caso perceba que o animal está em situação de perigo, encalhado ou machucado, pode entrar em contato com o Projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho e Fundação Mamíferos Aquáticos pelos telefones (83) 99961-1338/ (83) 99961-1352 ou pelo Instagram @vivaopeixeboimarinho . O Projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho - realizado pela Fundação Mamíferos Aquáticos em parceria com a Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, é uma estratégia de conservação e pesquisa para evitar a extinção da espécie no Nordeste do Brasil. Atua nas áreas de pesquisa, tecnologia de monitoramento via satélite, manejo, educação ambiental, desenvolvimento comunitário, fomento ao turismo eco pedagógico e políticas públicas. Conta com o apoio da APA da Barra do Rio Mamanguape, Arie Manguezais da Foz do Rio Mamanguape, Cepene/ ICMBio e Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Monitoramento Ambiental da Universidade Federal da Paraíba. Para acompanhar as ações e atividades do Projeto, acesse: www.vivaopeixeboimarinho.org e @vivaopeixeboimarinho (fanpage e instagram).