Ao encontrar um peixe-boi marinho: não toque, não alimente, não forneça bebida


A equipe do Projeto Viva o Peixe-Boi Marinho tem recebido várias denúncias com relação a casos de molestamento de peixes-bois marinhos em algumas praias do litoral norte da Paraíba. Em um dos casos, houve relatos que pessoas tentaram colocar uma caixa d’água em cima de um animal. Infelizmente, abusos como estes acontecem em diversas praias do Nordeste, principalmente em época de férias de verão, quando a região recebe um número grande de turistas. Estes animais são muito dóceis e se aproximam com facilidade, mas, para o bem deles, o melhor a se fazer é se afastar. O Projeto pede a ajuda de toda a sociedade para proteger os peixes-bois marinhos e não permitir que pessoas interajam com estes animais. Mesmo com boa intenção, não se deve tocar, alimentar e nem fornecer bebida aos peixes-bois marinhos. Atitudes como estas das imagens que ilustram esta matéria colocam em risco a saúde e a vida destes animais.

Projeto Viva o Peixe-Boi Marinho intensifica campanha de sensibilização para evitar acidentes com “Astro” em Aracaju


O peixe-boi marinho “Astro” se deslocou do rio Real, que faz divisa entre as localidades de Mangue Seco (BA) e Praia do Saco (SE), para o estuário do rio Vaza Barris, nas proximidades de Aracaju (SE). E parece que ele gostou mesmo do local, pois se encontra na região há mais de um mês. Atenta aos riscos que o animal está correndo na região, a Fundação Mamíferos Aquáticos está monitorando diariamente o animal, por meio das equipes do Projeto Viva o Peixe-Boi Marinho – patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental – e do Subprograma Regional de Monitoramento de Encalhes e Anormalidades -PRMEA[i]. Além das atividades técnicas do monitoramento, que dispõe do uso de tecnologia satelital, as equipes estão intensificando campanhas de sensibilização no local, orientando os condutores de embarcações motorizadas para reforçarem a atenção nas áreas onde “Astro” se encontra, reduzindo a velocidade da navegação e desligando o motor das embarcações quando o animal estiver com distância inferior a 10 metros. As equipes também estão sensibilizando os banhistas e turistas da região para que não ofereçam comida, bebida ou toquem no animal, pois isso pode prejudicar a saúde e comprometer a permanência do peixe-boi marinho em ambiente natural.